Raro eclipse da Lua em 27 de setembro de 2015

Eclipse lunar capturado em São Franciso, Estados Unidos. Crédito: John Krzesinski

Eclipse lunar capturado em São Franciso, Estados Unidos. Crédito: John Krzesinski

O universo é bastante caótico, mas astrônomos e físicos conseguem descrever várias de suas propriedades através de equações e modelos matemáticos. Na verdade, antes mesmo do surgimento do cálculo, a astronomia rudimentar criava suas maneiras de colocar ordem no aparente caos do céus: calendários e tabelas.

Um exemplo de fenômeno que intuititvamente é difícil de ordenar são os eclipses. Eu imagino que os primeiros filósofos, pensadores ou qualquer pessoa que olhasse para o céu frequentemente (os primeiros astrônomos) ficavam confusos quando repentinamente o Sol era bloqueado por um corpo circular temporariamente e sem aviso prévio, ou quando a Lua ficava estranhamente vermelha em algumas noites do ano.

À medida que o tempo foi passando, esses curiosos foram fazendo anotações sucessivas de quando os eclipses aconteciam e assim que tiveram uma base de dados grande o suficiente, podiam fazer as primeiras previsões de quando eclipses aconteciam. Isso graças ao uso de calendários. Um livro muito bom (em inglês) sobre esse assunto é o Early Astronomy, de Hugh Thurston.

De volta aos tempos modernos, nós temos um entendimento mais aprofundado sobre o movimento de corpos celestes, devido principalmente às leis de Newton. Essas leis nos permitem calcular a trajetória de objetos massivos (que tem uma massa, ou “peso”) em interação gravitacional. De posse de dados extremamente precisos sobre a posição relativa desses corpos no Sistema Solar, nós podemos calcular também com bastante precisão a posição que eles estarão no futuro.

Se por um lado alguns cientistas como até mesmo o citado Isaac Newton obtiveram esse conhecimento ao tentar entender a causa de certos fenômenos, atualmente o vemos de uma outra maneira. As teorias que utilizamos em ciência normalmente respondem a perguntas do tipo “como isso acontece?” ao invés de “por que isso acontece?”.

Como nós sabemos descrever quase que exatamente o movimento da Lua no céu, é possível prever que na noite do dia 27 de setembro de 2015 vai ocorrer um eclipse lunar. E mais interessante ainda: ele será acompanhado pelo fenômeno chamado de “superlua”, que nada mais é que a Lua estar um pouco mais perto da Terra e parecer um pouco maior que o normal.

Segundo os cálculos do programa Stellarium, o eclipse lunar poderá ser visto do Brasil começando por volta das 21:13, e termina por volta das 2:20. Infelizmente, a previsão do tempo não é muito boa para algumas regiões do Brasil, entre elas o sudeste. A cidade de São Paulo, por exemplo, tem 70% de chance de chuva no dia 27. Eu recomendo consultar também o site do Climatempo para consultar mapas de previsão de tempo e imagens de satélite (são grandes amigas de qualquer astrônomo).

Para saber mais detalhes sobre o fenômeno do eclipse lunar, eu recomendo fortemente o canal de astronomia do Climatempo. Lá tem algumas coisas interessantes sobre atividades para serem desenvolvidas durante o eclipse, e você poderá até mesmo contribuir com cientistas profissionais.

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