Observação em La Palma: dia 1

Escrito em 16/04/2014

Acordei hoje às 5 da manhã e neste momento estou escrevendo o texto a bordo do trem para Amsterdam, onde vamos pegar o avião para Madrid. São 7 horas, e o Sol nasce majestosamente sobre um horizonte de névoa densa horizonte e coberto por um céu azul. Curiosamente, está fazendo bastante frio, com a temperatura po volta de zero grau aqui no norte da Holanda.

Chegamos em Amsterdam às 10h00. Dessa vez eu não tive muitos problemas na segurança do aeroporto, já que minhas últimas viagens foram recheadas de dificuldades por eu ainda ser um viajante imaturo. Algumas dicas para quem não tem muita experiência em viajar de avião: compre um “kit de viagem” de pequenos frascos para você levar seus líquidos, deixe o seu notebook, carregador e câmera em fácil acesso dentro da sua mochila (não é recomendável deixar esses itens na bagagem despachada, pois há riscos de danos nos aparelhos) e use roupas que não tenham peças metálicas (por exemplo, uma calça que não precisa de cinta).

Em Madrid, a primeira coisa que deu para perceber (além da paisagem bastante diferente do resto da Europa) era o calor, com temperaturas por volta de 22 graus Celsius (tudo bem, isso seria uma temperatura confortável no Brasil, mas eu estive vivendo no norte da Holanda por quase 9 meses, então para mim foi uma diferença e tanto). A língua local e a fisionomia dos espanhóis também proporcionaram uma sensação de familiaridade que me faz falta às vezes.

De Madrid, voamos até Tenerife, a capital das Ilhas Canárias. Infelizmente, não tivemos tempo para conhecer o local, que parecia ser bastante interessante. Fizemos a transferência para mais um voo (o terceiro do dia), e o avião era, digamos, peculiar, daqueles com hélices externas ao invés de turbinas. Mas o melhor ainda estava por vir: a paisagem vista do alto sobre a ilhas é absolutamente impressionante.

Vista aérea sobre uma das Ilhas Canárias, de dentro do avião

Vista aérea sobre uma das Ilhas Canárias

O avião pousou no aeroporto de Santa Cruz de La Palma, e finalmente estávamos na ilha de destino. De lá, alugamos um carro e partimos para o topo da montanha, localizado a mais de 2.500 m de altitude. Uma das coisas mais interessantes é que eu fechei vários frascos de líquidos quando ainda estava a nível do mar (na Holanda), então quando eu os abri aqui na montanha, deu para notar a diferença entre a pressão do ar dentro dos frascos e a pressão local.

Nós chegamos a tempo de admirar um dos pôres-do-sol mais lindos que eu já tive oportunidade de ver. Nós estávamos acima da camada mais densa de nuvens, e a luz do Sol refletida nas nuvens pintava o céu com belíssimos tons de vermelho e amarelo. Mas estávamos famintos, e nossa segunda reação foi procurar por comida, e não ficamos muito surpresos ao ser recebidos por um delicioso buffet na copa da “Residencia”, o local onde os astrônomos se hospedam aqui no observatório.

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