Astrofotos da semana (29/07 a 04/08/2012)

Objeto M68 (Messier 68), fotografado pelo telescópio Hubble. Clique na imagem para ver em alta resolução, vale a pena. Crédito: ESA/NASA

M68 é um aglomerado globular localizado na constelação de Hidra Fêmea, e está a 33 mil anos-luz distante do Sistema Solar. Esta imagem foi obtida pelo telescópio espacial Hubble, usando uma lente de amplo campo de visão, combinando a luz visível e infravermelha. Aglomerados globulares são objetos bastante curiosos: neles se concentram algumas das estrelas mais velhas da galáxia, que estavam muito distantes do centro de gravidade da mesma a acabaram permanecendo na periferia da Via Láctea, aglomerando-se nesses objetos que mais parecem uma caixa de jóias. O fato de existirem estrelas jovens em aglomerados globulares ainda é um mistério para a Astrofísica.

Galáxia NGC 4700, localizada na constelação de Virgem. Crédito: NASA/ESA Hubble Space Telescope

Apesar de ser muito bonita, essa galáxia não tem um nome legal ainda (só esse nome chato: NGC 4700). A cor rosada se deve ao gás ionizado pela energia ultravioleta das jovens estrelas que estão se formando na galáxia. Apesar de parecer um objeto elíptico, NGC 4700 é uma galáxia espiral barrada que está em uma posição que forma esta imagem para nós que estamos no Sistema Solar. Ela está se movendo para longe da Via Láctea devido à expansão do Universo. Os objetos meio borrados na imagem são outras galáxias, que estão ainda mais longe de nós; algumas delas são espirais, outras elípticas, outras meio disformes… Tem pra todo gosto!

Imagem da Galáxia Tranquila (NGC 1187), obtida pelo Very Large Telescope (VLT). Crédito: ESO

NGC 1187 é uma galáxia espiral barrada localizada na constelação do Rio Erídano (Eridanus), e está a cerca de 60 milhões de anos-luz distante de nós (ou seja, o que nós enxergamos agora é, na verdade, a galáxia como era há 60 milhões de anos atrás). Nos últimos anos foram identificadas duas explosões de supernova nessa galáxia (a última foi em 2007). Não parece ser tão tranquila assim, né?

Imagem do objeto Messier 83, onde o observatório Chandra identificou uma fonte de raio-X proveniente de uma supernova. Crédito: NASA/CXC/STScI/K. Long et al.

A galáxia conhecida como Southern Pinwheel ou M83 teve uma supernova descoberta há aproximadamente 50 anos atrás. Astrônomos usando o telescópio Chandra descobriram pela primeira vez a radiação de raio-X emitida por essa explosão. O interessante sobre essa supernova é que ela é uma das poucas cuja radiação visível e em rádio ainda pode ser detectada, apesar de fato de ter ocorrido em outra galáxia e há 50 anos atrás. Acredita-se que dessa explosão resultou uma estrela de nêutrons, e possivelmente é um pulsar. Se isso se confirmar, este será o pulsar mais jovem já observado.

Imagens do planeta Júpiter e suas luas. Crédito: SLOOH Space Camera/Norm P.

Esta é uma montagem da captura do planeta Júpiter em uma janela de tempo de 45 minutos. Se você olhar com atenção, vai perceber as diferentes posições dos padrões na atmosfera do planeta, mostrando a sua rotação (Júpiter gira em torno de seu eixo em aproximadamente 10 horas), que é a mais rápida do sistema solar. Mais legal ainda é que por ser um planeta essencialmente gasoso, esses padrões que nós vemos na superfície de Júpiter se movem em diferentes velocidades (regiões próximas do polo completam uma rotação 5 minutos mais atrasada do que as regiões no equador): a esse efeito se dá o nome de rotação diferencial. O Sol também possui rotação diferencial, mas é bem mais intensa.

Fotografia do planeta Saturno, no dia 29 de julho de 2012. Crédito: Alfa do Centauro

E, novamente, fecho o post da semana com uma astrofoto tirada por esse quem vos escreve. Saturno é, de longe, o planeta mais fotogênico do Sistema Solar. Claro que essa imagem que eu consegui nem se compara com uma obtida no Hubble, mas analisando o custo benefício, acho que estou em uma boa posição, não? (meu telescópio custa ~300 dólares, contra ~5 bilhões de dólares do HST). Foi utilizada uma exposição de 16 segundos, em uma webcam genérica; as imagens foram empilhadas no software Registax. Não consegui capturar as luas de Saturno nesta foto, provavelmente teria que aumentar mais a sensibilidade da câmera (a baixa resolução e as condições de observação também não ajudaram).

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