Professor do IAG/USP leva alunos para observatório no Chile

Fotografia do observatório de La Silla. Crédito: ESO/F. Kamphues

Um dos grandes dilemas da astronomia e astrofísica atual, onde as pesquisas científicas usam poderosos telescópios em locais remotos, é que os próprios pesquisadores acabam nem mesmo conhecendo a ferramenta que usam em seus estudos. Grandes telescópios como aqueles localizados nas cordilheiras do Atacama são controlados remotamente ou funcionam em fila (o astrônomo residente é que controla o telescópio, e envia os resultados para o solicitante).

Para tentar sanar essa lacuna, o professor Jorge Meléndez, que dá aulas de Astrofísica Observacional para a pós-graduação do IAG/USP, solicitou à ESO (European Southern Observatory) permissão para uma visita técnica com 8 alunos no telescópio de La Silla, no Chile. A ESO não somente aprovou a solicitação, como também ofereceu a hospedagem, alimentação e transporte dos visitantes de La Serena para La Silla.

Restou ao professor a missão de conseguir financiamento das passagens de São Paulo para Santiago, e de Santiago para La Serena. Segundo Meléndez, “algumas pessoas não compreenderam a importância e o impacto da missão na formação dos estudantes. Mas felizmente, com a ajuda do Pró-Reitor de Pós-Graduação da USP, do Diretor da Pós-Graduação do IAG/USP e do Direitor do IAG/USP, que mesmo não sendo astrônomos entenderam a relevância da viagem, o dinheiro que faltava foi obtido rapidamente.”

Para aproveitar a viagem e deixar a visita ainda mais completa, o professor decidiu solicitar também visitas aos observatórios dos telescópios Gemini, SOAR e CTIO em uma excursão. Todos acataram a solicitação, e a equipe do Gemini garantiu que faria a coordenação de todas as visitas.

Na revista LNA em dia, o professor Meléndez retrata com detalhes como foi a visita, e ressalta a alegria e entusiasmo dos alunos ao poder ter contato com grandes telescópios profissionais que estão na vanguarda da pesquisa astronômica, além do brilho nos seus olhos ao poder contemplar a Via Láctea em um dos melhores lugares do mundo para se observar o céu a olho nu.

Eu, pessoalmente, não consigo esconder que estou quase me mordendo de inveja aqui depois de ler o LNA em dia… Espero que algum dia surja uma oportunidade como esta, de poder visitar um dos grandes telescópios utilizados em nossas pesquisas. Será que vou conseguir?

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